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A República de Leopardo, ou Período Leopardino, consiste nos anos de gestão de Elias Leopardo.

Eleição e ConstituiçãoEditar

Nas eleições de 1866, os Conservadores estavam muito fortes e contavam com o argumento de nunca terem eleito presidente. O argumento foi forte, pois os eleitores já estavam cansados dos governos meramente razoáveis dos outros vetores políticos. Assim, ganhou o pleito o conservador Elias F. Leopardo. Militar influente, foi o nome de consenso dos Conservadores para a eleição.

Leopardo aprovou, no primeiro ano de gestão, uma Constituição que ampliava os poderes do presidente e também o mandato, para seis anos, a valer ainda no governo em curso. Denominada Leopardina, foi considerada um retrocesso pela oposição.

Primeira gestãoEditar

Leopardo era implacável. Sempre reagiu duramente às ações dos oposicionistas e já no segundo ano de mandato foi acusado informalmente de ameaçar membros do Parlamento. Não aceitava propostas de Moderados ou Liberais e mostrou cedo seu perfil controlador. Há que se considerar, contudo, que foi o primeiro presidente a realmente trabalhar pela saúde, com a "importação" de médicos, o fomento da formação em Medicina na Pantécia e a fundação das Santas Casas de Bonfim e Mendoza. Também realizou grandes obras, como a reconstrução do porto de Porto Fundo, a melhoria de rodovias e de estruturas urbanas. Leopardo acabou reeleito.

Segunda gestãoEditar

A segunda administração foi mais dura que a primeira, com um maior controle social e postura radicalmente controladora de Leopardo no seu quadro; o presidente centralizava as decisões e não admitia que ninguém em sua gestão fosse contra ele. O único setor sobre o qual não tinha controle era o Parlamento, e com ele travava renhidas batalhas, bate-bocas, guerras legislativas.

O risco de uma oposição popular, entretanto, era pequeno. Apesar de a população sentir na pele uma gestão mais rígida, onde as autoridades usavam da violência para manter o controle social, caracterizando uma postura comum em ditaduras, as constantes obras protagonizadas por Leopardo e a lenta melhoria das condições de vida compensavam as mazelas, para muitos, ou eram um "cala-boca" que aplacava os ânimos, para outros.

O presidente tinha bons relacionamentos com boa parte das elites, o que foi decisivo na eleição seguinte. A obscuridade em que o povo ainda era mantido e o cabresto eleitoral muito mais comum na época levaram Elias Leopardo a uma terceira gestão.

Terceira gestão e morteEditar

Juntamente com uma postura feroz das oposições, alguns grupos organizados tentaram desestabilizar o país a fim de derrubar Leopardo. Não deram um golpe, mas algum efeito se fez sentir; a administração começou a rachar, com figurões mudando de lado, brigas pela preferência do presidente e traições. Enquanto isso, uma parcela da sociedade parecia finalmente estar cansando de doze anos de linha-dura e as oposições atrapalhavam como podiam a vida de Leopardo no Parlamento.

A instabilidade durou mais de dois anos, durante os quais o governo mostrava sinais de declínio, mas continuava garantido pelo controle dos militares e pelas amizades que Leopardo ainda tinha com algumas elites. Entretanto, em outubro de 1882, o presidente foi encontrado morto em seu quarto, com marcas de facadas, na residência oficial. O assassino nunca foi descoberto.

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