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Júlio Castillos (1719-39)Editar

Nas primeiras semanas após a Independência, o grande desafio dos pantecianos era debelar focos de resistência luso-espanhóis e tentar informar a todo o país que a Pantécia era uma nação independente e com um rei. Júlio Castillos, apesar de absolutista, organizou uma junta de governo com dois ministérios: Casa Real (responsável pela administração de tudo relacionado à realeza, além da concessão de títulos nobiliárquicos) e Negócios Estrangeiros. O primeiro coube ao astuto Corrediz; o poeta Rui Verdescampos ganhou o título de Duque da Liberdade, e, apesar de ter boas relações com o rei, acabou afastando-se gradualmente do governo.

O reinado de Castillos foi muito instável e atrapalhado. A Pantécia tinha sérios problemas de comunicação, com caminhos entre as povoações sendo poucos e de péssimas condições; os pantecianos, longe de terem uma identidade nacional, viviam fechados em suas regiões, muitas vezes em semi-isolamento, e a desunião entre grupos políticos e geográficos era enorme. Os esforços de Castillos eram basicamente os de agradar aos senhores rurais e de tentar melhorar as rotas de comunicação no país.

Confuso e com poucos apoios no interior, Castillos, em vinte anos, não mudou a Pantécia em quase nada. Em 1739, morreu de doença. A única grande realização de seu reinado foi dividir a administração do país entre Bonfim e Mendoza, evitando o espocar de novas rivalidades. Após a sua morte, a aristocracia reuniu-se e definiu o nome de Pedro Corrediz para rei, já que Castillos não teve nenhum filho.

Pedro Corrediz (1739-45)Editar

Corrediz dedicou-se basicamente às relações exteriores. Conseguiu projetar um pouco mais a Pantécia para o mundo e teve o mérito de aumentar as exportações, bem como trazer um pouco mais importações. Isto, somado a agrados à aristocracia rural, garantiu relativa estabilidade em sua gestão. Em 1745, com mais de sessenta anos, renunciou, não sem antes nomear uma comissão de nobres que escolheria o seu substituto.

Joaquim Afonso I (1745-59)Editar

O escolhido para o trono foi o latifundiário Joaquim Afonso. O novo rei alargou as duas principais estradas entre Bonfim e Mendoza e colocou cascalho em alguns pontos das mesmas; fez melhorias semelhantes em outras rotas importantes do país e iniciou um lento trabalho de melhoria portuária, além de fortalecimento da quase inexistente Marinha de Guerra panteciana. Fundou em 1750 o Banco Régio da Pantécia, sendo esta uma de suas principais realizações. Após aproximadamente catorze anos de gestão, entregou o trono a seu filho.

Joaquim Afonso II (1759-80)Editar

O segundo Afonso manteve a preocupação com a economia e o comércio. Em seu reinado, entretanto, foi que começou a aparecer na Pantécia uma preocupação com educação e cultura, coisa que não existia. Intelectuais iniciaram pressão pela ampliação do acesso à educação, na época restrita às instalações religiosas. Também nasceu neste reinado o movimento abolicionista panteciano.

Afonso II criou, em 1768, a Faculdade de Direito da Pantécia, em Mendoza. As ações educacionais pararam por aí; quanto à abolição, o rei sequer cogitou a possibilidade. A força da aristocracia rural e a imaturidade dos abolicionistas, que ainda não tinham um bloco social devidamente formado, minou as ideias libertárias.

Afonso II morreu naturalmente em 1780, deixando a coroa com seu filho primogênito.

Joaquim Afonso III (1780-1800)Editar

O último rei panteciano havia viajado o mundo e era um amante da cultura. Em seus primeiros anos de reinado, abriu a Faculdade de Direito de Bonfim; também se preocupou com algo pouco pensado até então, que eram as cidades em si. Houve maior atenção com a limpeza das mesmas, mais ruas foram pavimentadas e outras melhorias ocorreram. O rei incentivou a organização de grupos de discussão entre intelectuais, também. Se no reinado de Afonso III as cidades ficaram mais organizadas e os intelectuais mais satisfeitos, os senhores rurais não estavam gostando. Passaram a ser menos assistidos e chocaram-se com a suposta simpatia do rei pelo movimento abolicionista, que ganhava mais e mais força. A economia também entrou em crise, com o rei gastando mais do que podia.

Vendo os anos passarem e a chance de um golpe dos latifundiários aumentar, o rei fez uma inteligente jogada que salvou sua pele e ainda o fez "sair por cima": anunciou que acabaria com a monarquia e implantaria uma República na Pantécia. A notícia chocou, mas agradou tanto a abolicionistas e intelectuais, que viam no novo sistema uma abertura política, quanto às elites econômicas, que viam Afonso sair do poder e teriam a chance de meter o dedo na gestão com mais liberdade. Assim, em abril de 1800, foi realizado um grande Conselho Republicano que definiu sucintas leis provisórias e um presidente interino, que assumiu no dia 20 do mesmo mês. Joaquim Afonso III saiu com honra da monarquia, morrendo anos depois, naturalmente.

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