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Listras é o nome de uma banda de rock existente na Pantécia entre 1976 e 1991. É considerada até hoje a maior banda panteciana da história do rock, e, a depender da análise, de todos os gêneros musicais. Ao longo de sua história, vendeu mais de dois milhões de discos, o que, para o padrão panteciano, é uma grande quantidade.

HistóriaEditar

Primeiros movimentosEditar

A Listras nasceu graças a um acaso. Em janeiro de 1976, conheceram-se, em Bonfim, capital da Pantécia, dois jovens, Eduardo Marte e Lucas Mabbel, durante um show da banda luccaniana Mercúrio. Marte era de Bonfim, e Mabbel, de Novo Atlas. Conversando, descobriram ter muitos gostos musicais em comum. Além disso, Lucas era compositor, cantor e guitarrista, enquanto que Marte tocava bateria. Surgiu, assim, a ideia de formar uma banda. Mesmo separados pela distância, os jovens mantiveram contato por telefone, relatando progressos em suas áreas, composições e ideias. Marte conheceu, no fim de março, um mendozano chamado César Lacastella, baixista, que passava um período em Bonfim. Descobrindo ser Lacastella um baixista, Marte ensaiou algumas vezes com ele e logo o rapaz estava no "projeto de banda". Os três jovens reuniram-se pela primeira vez em Bonfim em abril; após conversas e ensaios, decidiu-se pela "fundação" efetiva da banda e combinaram que se esforçariam para ensaiar uma vez por mês, cada vez em uma cidade. Para simbolizar o caráter "nacional" do grupo, que era formado por gente de três lugares totalmente diferentes, o nome escolhido foi "Listras", fazendo uma alusão às duas listras existentes na bandeira panteciana.

O modelo de ensaio funcionou. A banda fazia um final de semana intensivo de ensaios a cada mês, ora em Mendoza, ora Bonfim, ora NA. Mabbel conseguiu agendar um show para a banda em Novo Atlas, no mês de dezembro; a Listras se reuniu na cidade uma semana antes da apresentação e fez uma sequÊncia de ensaios. O show aconteceu, agradou ao público e o representante de uma pequena produtora, a SixtiesAllstar, chamou a banda para uma conversa e acabou sendo firmado um contrato de um ano. Havia, entretanto, uma exigência: Mabbel, que tinha bom carisma e presença de palco, teria de deixar a guitarra para só cantar. O instrumento foi assumido por outro neoatlense, Nicolau Tramelas, indicado pela SixtiesAllstar.

O contrato começou bem; a Listras fez vários shows em Bonfim, Mendoza e NA. Em agosto, venceram um festival de bandas iniciantes em Porto Fundo. Em outubro, tocaram para cerca de três mil pessoas, abrindo o show da já famosa Sujeira Federal. O ano terminou de forma apoteótica, com um show só da Listras no legendário Metro Music Bar, em Novo Atlas, que lotou (cerca de mil pessoas).


O estouro com a BonfaRecordsEditar

A SixtiesAllstar quis renovar o contrato da Listras, mas já não tinha condições de comportar o tamanho da banda. A grande BonfaRecords propôs aos rapazes dois anos de contrato com grandes shows, lançamento de discos, tudo organizado e financiado pela empresa, em troca de 40% dos lucros. A banda aceitou e garantiu uma ascensão meteórica em 1978, com vários shows pelo país. Em abril, foi lançado o disco Máquina de Escrever, que vendeu mais de 40 mil cópias. Músicas de denúncia somavam-se a baladas românticas e algumas faixas de hard rock, num som que agradava à maioria dos roqueiros pantecianos. Em 1979, no mês de julho, a BonfaRecords lançou com muita propaganda o segundo LP da Listras, intitulado O Reino dos Médios. Os singles "Mediocracia", "Lá vêm os oitenta" e "Hard duas cores" pegaram e o álbum vendeu quase cem mil cópias.

Renovado o contrato com a BonfaRecords, a Listras foi convidada para a segunda edição do Atlas Rock, em 1980. Aproveitou o ensejo para lançar o álbum Insônia e Loucura e transformou o evento na primeira parada da longa turnê Loucos Insones, que rodou o país exaustivamente e colocou de forma definitiva a Listras no rol das maiores bandas de rock do país. Começou-se a pensar se não seria o caso de considerar "a maior" quando, já no início de 1981, as vendas do álbum ultrapassaram a marca das 300 mil cópias e deixaram pra trás o disco E Tudo Continua (1979), da Sujeira Federal, então o segundo álbum de rock mais vendido da Pantécia.

81 foi mais um ano sensacional para a Listras. Após meses de produção, lançaram o disco Noite no Hipódromo. Considerado por muitos o "white album" da banda, trazia músicas extremamente elaboradas, que variavam do rock progressivo a baladas, passando pelo hard. Letras enigmáticas combinadas com motivações políticas caíram no gosto popular e o disco vendeu como água no deserto. A turnê de apoio ao álbum foi um estrondo, e, de repente, tornava-se o mais vendido da história do rock nacional, passando das 400 mil cópias.


Produção própriaEditar

A Listras criou sua própria produtora de eventos, que, além de organizar os shows, contava com equipamento fonográfico de ponta, possibilitando a gravação de álbuns sem necessidade de gravadoras. Assim, o contrato com a BonfaRecords não foi renovado. A banda fez uma sequência de shows pelo país que terminou no Atlas Rock 1982, onde fez uma apresentação apoteótica.

No ano seguinte, uma nova leva de composições foi executada nos shows, servindo de aperitivo para o álbum que estava por vir. Ele veio em fevereiro de 1984, e foi intitulado 84 chegou. Manteve um estilo parecido com os anteriores, mas notavam-se algumas experimentações, como melodias diferentes e uso ocasional de sintetizador. O disco vendeu cerca de 390 mil cópias. Também neste ano a Listras voltou ao Atlas Rock.

Recuperando o estilo de Noite no Hipódromo, apareceu um novo álbum da banda em 1985, intitulado Teatro dos assassinos. Foi feito para superar todos os demais, e assim foi. Embora alguns considerem Noite no Hipódromo o melhor disco da banda, Teatro dos assassinos não só tem a preferência da maioria como o superou em vendas: mais de 440 mil cópias, marca que até hoje não foi batida por nenhum artista de rock panteciano. Este momento é considerado pela crítica como o ápice da banda.


Declínio e fimEditar

Entre 85 e 86, a banda fez muitos shows relevantes dentro e fora da Pantécia, incluindo o Atlas Rock 1986. Essa manutenção do ápice durou até 1987, quando surgiram músicas novas que não agradaram tanto. Em novembro daquele ano, surgiu o disco Batuta do mestre, que, apesar de ser relativamente bem recebido, não agradou tanto quanto os anteriores e vendeu "apenas" cerca de 240 mil cópias, ficando bem atrás de Nanquim na Veia, álbum do Esquadrão Retinto lançado no mesmo ano, que vendeu cerca de cem mil discos a mais.

O que parecia ser uma má fase foi amenizado pelo Atlas Rock 1988, onde a Listras fez duas grandes apresentações, retomando velhos sucessos e dialogando com o público em shows irretocáveis. Daí em diante, contudo, a coisa pareceu desandar; aconteceram menos shows e começaram a surgir boatos de problemas internos na banda. Logo os rumores tomaram forma: os problemas tinham a ver com o uso de drogas. Evitando tocar no assunto, a Listras anunciou que estava se preparando para gravar um novo disco, mas 1989 transcorria rapidamente e o disco não saía. Em dezembro, o guitarrista Nicolau Tramelas assumiu publicamente que era viciado em cocaína; além disso, queixava-se de outros problemas no grupo, incluindo uma suposta tendência de Mabbel para decidir tudo e agir de forma autoritária. Enquanto o mundo da música discutia estarrecido esses problemas, os meses passavam e a Listras parecia ter acabado, sem shows, discos, nada. No meio de 1990, foi anunciada a turnê Novos Velhos Tempos, com a finalidade de "reativar" o grupo e mostrar que estava tudo bem. Foi uma boa turnê, mas a velha mágica parecia esmaecer. Em fevereiro de 91, Tramelas foi encontrado morto em sua casa e as investigações descobriram ser overdose a causa da morte. Listras voltou a mergulhar na inatividade, e, antes que se pudesse decidir o futuro, Lacastella, o baixista, morreu num acidente de carro, em maio do mesmo ano. Com dois integrantes a menos, não seria possível continuar. Numa coletiva de imprensa em 10 de junho de 1991, Mabbel e Marte anunciaram o fim definitivo da banda.

CuriosidadesEditar

  • Listras fazia parte do chamado "quarteto de ferro" do rock panteciano, composto pelo que se acredita serem as quatro maiores bandas de rock da história do país. As outras três eram Sujeira Federal, Marquês Falido e Esquadrão Retinto.
  • Listras tinha um bom relacionamento com as outras bandas do "quarteto": era comum que se referissem positivamente uns aos outros, e, além disso, em várias oportunidades, fizeram shows juntos.
  • Dos sete álbuns da banda, quatro estão entre os dez mais vendidos da história do rock panteciano e apenas dois venderam menos de 200 mil cópias.
  • Listras fazia jus ao nome: muitas vezes, nas apresentações, os integrantes vestiram as cores das listras da bandeira panteciana (azul e verde); em diversos shows também se viram integrantes trajando a camisa da seleção nacional de futebol. A bandeira da Pantécia era "convidada" frequente ao palco, principalmente em shows no exterior.

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