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República Democrática de Iwakorá

"Nación, Libertad e Igualdad (Nação, liberdade e igualdade)"

Iwakora
BrasaoPatrio
(Bandeira de Iwakorá) (Brasão de Iwakorá)
Gentílico Iwakorae
Capital Beikorá Capital
Maior Cidade Beikorá Capital (1,880,500)
Língua Oficial Espanhol
Governo: República Presidencialista
Chefe de estado: Presidente Hernán Aguilar
Independência

da Espanha

em 21 de Maio de 1809 (Proclamação)

10 de Fevereiro de 1810 (Vitória na guerra de independência)

Area 37.230 km²
População 8.628.500
Moeda Crucero Iwakorae (¢)
Código (País) IWK
Clima Oceanico - Cfb
IDH 0,847
Fuso Horário (UTC + 12)

A República Democrática de Iwakorá é um país-arquipélago, localizado no Oceano Pacífico, cerca de 145 km a leste da Nova Zelândia. Possui uma área de 37.230 km² e uma população de 8.628.500 [1]

A igualdade primitiva Editar

Em 1606, o navegador português Fernandes de Queirós, navegando para a Espanha, chegou à ilha conhecida hoje como Jubkorá. Pela dificuldade em aportar, os espanhois abortaram a ilha e a viagem seguiu seu rumo normal até Vanuatu. Iwakorá só voltaria ao olhar europeu anos depois, mais precisamente em 1654, quando outra delegação espanhola, comandada pelo capitão Juan Ojeda, chegou à Ilha de Beikorá (à época chamada Isla Pacifica). Ao chegar, os navegadores buscaram travar contato com os nativos e procurar matéria-prima útil aos propósitos espanhois, notadamente prata e ouro. Como nada foi encontrado, a esquadra se retirou, registrando a descoberta mas, na carta de Ojeda, colocando a ilha como “completamente inútil aos propósitos espanhois”


Alguns anos depois, a Espanha, mergulhada na inquisição, desenvolvia uma rigidez moral e criava uma série de indesejados, pessoas que eram excluídas da sociedade, quando não perseguidas. Assim, a distante Isla Pacifica foi utilizada como exílio, afastando a degradação moral das terras castelhanas. Uma esquadra de três naus saiu da Espanha em 1669 para a oceania, ou simplesmente deixar toda aquela gente morrer pelo caminho. Dos 510 exilados, entre prostitutas, órfãos, ladrões e cristãos-novos, 180 chegaram no novo mundo, entre eles um orfão de 12 anos chamado Miguel Ruiz Álvarez, que depois escreveria o famoso diário que é considerado o primeiro livro do país - e até hoje obra prima da literatura nacional. Quando chegaram, é registrado o famoso discurso do capitão Fernando Castillo “me pediram que levassem a escória ao inferno. Aqui estão vocês no inferno. Que a vida de vocês seja amaldiçoada. Não existe Deus para nenhum de vocês”


A chegada e o contato com os nativos foi surpreendentemente pacífico, com uma colaboração entre os dois lados e o desenvolvimento de uma lingua franca, que entraria para a história como o hablar mestizo. É fundada a Villa de Nueva España, próxima de onde está localizado o casco urbano da atual Beikorá Capital. Ruiz Álvarez, um dos poucos alfabetizados daquela viagem, registrou esses momentos até a sua morte. Entre a morte dele e a chegada dos europeus pouco se sabe, mas nos seus registros, aquela sociedade era surpreendentemente igualitária e miscigenada, guardando poucas semelhanças com  a sociedade espanhola da época

Colonização europeia Editar

Somente em 1753 os europeus voltariam a Iwakorá, encerrando um isolamento de quase um século. Temendo o imperialismo inglês que dominava grande parte das ilhas do pacífico sul, os espanhóis aportaram no norte da ilha, fundando a cidade de Santiago e colonizando Jubkorá, num período inicial de coexistência pacífica - ou ao menos de mútua ignorância - que durou pouco.


Em poucos meses, a situação já era tensa. Para colonizar Jubkorá, que não possuía população nativa pela dificuldade em aportar, além das lendas locais, os espanhóis trouxeram voluntários, pessoas que buscavam fazer fortuna e fama no novíssimo mundo. Dessa forma, as três povoações eram distintas: Jubkorá, chamada de Nueva Granada, era o reflexo de uma cidade europeia da mesma época. Em Santiago estava o poder político local, os olhos do Rei. E eles olhavam aquela depravação a sul. Uma aldeia sem religiosidade, sem sobrenomes e com uma mistura entre nativos e espanhois. A Espanha precisava mudar isso


A civilização europeia chegou com braço de ferro em Nueva España. Os colonizadores construíram uma igreja e uma escola religiosa, instituindo determinadas obrigações: o ensino religioso, o batismo e a frequência à igreja. Em 1754, Nueva España comemorou o seu primeiro Natal, uma festa então completamente alienígena para aquela população. Já se passavam 85 anos desde que os brancos foram despejados naquela ilha e o nascimento de Cristo pouco significava para a segunda ou terceira geração de espanhois, a essa altura todos mestiços


Nas vésperas de 1754 para 1755, um censo foi realizado em Nueva España: a vila possuía 1.175 habitantes, entre os quais 17 conseguiam falar espanhol num nível básico para se comunicar com as autoridades e 11 foram considerados “brancos o suficiente para ainda serem europeus”. Obviamente, nenhum era batizado, católico ou tinha qualquer ligação com a religião cristã.


Em 1755, o ano começou diferente. Todos os 1.175 habitantes foram obrigados a se adaptar à religião cristã: batismo, comunhão, reforçar os casamentos frente a um padre. Em 3 anos, não mais seria permitido o hablar mestizo na vila e todos deveriam falar espanhol. A decisão foi uma tragédia: os nativos não toleraram a introdução de uma nova crença e as tensões dispararam, inclusive com enfrentamentos físicos, gerando um princípio de guerra em Maio. A repressão foi brutal e rápida: casas foram queimadas, estupros e assassinatos generalizados varreram a pequena comunidade. A harmonia histórica estava perdida para sempre. Em Junho, a população local era de 265 pessoas, contando com funcionários da coroa e eclesiásticos.


O massacre de 30 de Maio definiu a ordem das coisas. Com o total poder, os espanhois não mais aceitariam as práticas locais. O idioma espanhol e a religião cristã venceram. Foi um duro golpe para a cultura local, completamente oral. Os poucos falantes que sobreviveram não podiam usar outra língua além do espanhol

Revoltas e a luta pela independência Editar

O século XVIII viu a ilha numa calmaria oprimida. Lentamente, Nueva España se adequava ao ritmo normal de uma colônia europeia em algum ponto perdido da oceania. As antigas tradições eram passado, mas a própria ação espanhola se viraria contra os colonizadores. Com o ensino religioso, surgiram as escolas e as pessoas passaram a se alfabetizar.


A alfabetização trouxe de volta os manuscritos de Ruiz Álvarez, que só sobreviveu graças aos fugitivos do massacre de 30 de Maio que alcançaram a Nova Zelândia e voltaram com cópias impressas do diário. A leitura em círculos restritos criou uma juventude que voltava a se desagradar com o domínio espanhol: a ilha voltava a fermentar revolta.
Em 1803, a Revolta dos Antepassados (Revuelta de los antepasados em espanhol) foi o primeiro indício de que o equilíbrio era mais ilusório do que real e o controle espanhol se dava pela opressão. Um grupo de jovens sacudiu o arquipélago exigindo os direitos da sociedade primitiva. Queriam a divisão justa das terras, a revisão das questões religiosas e a autorização para o retorno do uso legal do idioma nativo histórico. A resposta espanhola foi dura: mais dezenas de mortos e muitos banimentos. Jorge Luís Gattini, líder do movimento, escapou da morte e foi banido graças a intervenção do seu tio, bispo em Santiago.


A repressão brutal não reduziu a tensão nas Islas Pacificas, gerando pequenos conflitos frequentes. Uma crise de alimentos e aumento de preços ampliava a insatisfação da população. A situação chegou ao seu auge em 1806, com o atentado de Santiago. D. Matías Araujo, arcebispo do arquipélago, foi sequestrado e mantido refém, com a permissão para Gattini voltar ao país como a única condição para negociação. A resposta espanhola foi uma nova matança e nenhuma negociação.


Dez líderes locais conseguem escapar para a Nova Zelândia onde se encontram com Gattini. Naquele momento, não seria mais possível uma conciliação com a Espanha, era a hora de lutar pela independência do país. Em 9 de Abril de 1809, após longas negociações, voltaram ao país acompanhados de voluntários neozelandeses. Encontraram uma situação ainda pior nas ilhas, com a falta de itens básicos e uma crise empobrecendo cada vez a população. Era um terreno fértil. O exército espanhol, mal equipado e sofrendo com a distância para a metrópole, não conseguia conter o rápido avanço do exército revolucionário, apoiado pela população local.


As guerrilhas e sabotagens praticadas pelos nativos minavam o exército, que ia recuando e perdendo o controle de todo o território, até que Santiago, então capital colonial, foi sitiada no dia 10 de Maio. Ninguém entrava, ninguém saía. Ao menos na teoria. Os dias foram passando e a escassez total destruía a cidade. Civis começaram a fugir, militares desertavam. Até que no dia 21 de Maio, o exército revolucionário toma o palácio de governo e remove a bandeira espanhola, declarando a indepêndencia do arquipélago, ainda chamado de Islas Pacificas.


Rapidamente após a independência, Ciudad Libre é fundada para proteger as cidades das invasões. A Espanha ainda tentou duas invasões para retomar o controle da ilha, ambas fracassadas. A enorme distância e o alto custo financeiro e humano dessas invasões levou a Espanha a desistir da empreitada. Em 10 de Fevereiro de 1810 a Espanha aceita a independencia quase incondicional, em troca apenas dos oficiais mantidos prisioneiros, condição que é imediatamente aceita.

Enfim, Iwakorá Editar

Após a independência, torna-se urgente a reunião para a elaboração de uma nova constituição. Assim, é criado o congresso patriótico em Março de 1810, reunindo-se todos os dias até a elaboração  da carta nacional, o que ocorreu em 3 de Agosto de 1810.


O congresso também tem grande importância histórica na toponimia local. Guiados pelo “Diário da vida no pacifico”, o clássico livro de Ruiz Álvarez, renomeiam as três principais ilhas do país e a própria nação com nomes nativos: Iwakorá, Beikorá, Nurkorá e Jubkorá. As três ilhas menores permaneceram com os nomes originais, passando uma mensagem de boa vontade e portas abertas para o restante do mundo, especialmente a europa
Após a independência e a constituição, Iwakorá passou por uma fase estável de eleições livres e um período democrático que permitiu uma reconstrução do país, com base num processo de distribuição de terras que seguía, como possível, o velho formato das nações primitivas.


Em 1820, o General Fernando Tréllez y Sosa foi o responsável pela primeira quebra na legalidade, organizando um golpe de estado que derrubou Jorge Gattini do poder. O governo golpista pouco durou. Sosa governou de Outubro de 1820 até Março de 1821. Nesses cinco meses, a ditadura perdeu rapidamente o seu apoio e ficou isolada. O general renunciou para evitar qualquer conflito e em troca negociou seu exílio na Espanha, onde permaneceu até a data da sua morte em 1850.


Com exceção dessa pequena rusga de meses, Iwakorá seguiu um rumo bastante estável durante o restante do século XIX, pelo menos até o final desse século. Esse período, considerado geralmente entre 1822 e 1880 é conhecido como “los aburridos 50 años”, em oposição ao período flamante que foram os primeiros 20 anos do século.

Lá vem o Século XX Editar

No final do século XIX, Iwakorá saía da sua monotonia e começava a fervilhar. E essa efervescência se deve a uma simples palavra: comunismo. As ideias de Marx e Engels chegavam ao país através dos italianos que lotavam navios e desciam nos portos do país e encontravam eco num país que começava a se industrializar.


O panorama rural ajudava no cenário. As tentativas de reforma agrária foram todas fracassadas. Aos mais pobres sobraram as terras piores ou nenhuma terra e o país, se não estava no estado de penúria da era pré-independência, enfrentava dificuldades e uma desigualdade que crescia a olhos vistos. Nesse cenário, a nova ideologia europeia caía como uma luva naquele arquipélago perdido no fim do mundo. Em 1889, a Liga Roja foi formada, se tornando o Partido Comunista em 1892. O período, que coincide com o governo de Daniel Figueroa (1886-1895), viu a qualidade de vida cair e as lutas no campo e na cidade crescerem. O PC crescia e juntava o campesinato e os operários. Em 1895 organizaram a primeira greve geral e boicote às eleições. Iwakorá parou por 12 dias, incluindo até grande destacamento policial unindo-se ao paro.Estava demonstrada a força de um partido que apesar de 5 anos, conseguiu parar completamente uma nação. Obviamente as classes dominantes não gostavam nada daquela efervescência nacional. Os grande fazendeiros temiam as hordas de camponeses buscando a tão sonhada reforma agrária. Na cidade, os industriários se viam às voltas com greves e exigências revolucionárias como o fim do trabalho infantil e a redução da carga horária. Era necessário frear o ímpeto das massas.


Em 1896, Lucas Luján assumiu a cadeira de presidente num governo cercado de expectativas por todos os lados.Inicialmente, Luján ameaçou ficar ao lado dos anseios do povo, buscando medidas populares como congelar o preço dos itens de alimentação e prometendo uma reforma agrária. O PC decidiu dar um voto de confiança e passou a apoiar o presidente. A Lua de Mel durou pouco mais de 2 meses. Bloqueado pelo congresso, Lucas pouco conseguia fazer e ainda sofria pressões da imprensa ligada ao establishment. Perdido, Luján decidiu ceder. O “Decreto de Abril” cancelou o congelamento, anulou os atos iniciais de reforma agrária e reduziu ainda mais os impostos sobre as indústrias.


A resposta não demoraria. Bem organizado e com influência em todo os país, o PC rapidamente respondeu com uma greve geral, ainda maior que a de 1895: o país parou por 20 dias. Só a brutal repressão policial fez a paralisação ser encerrada: três mortos, 42 presos sem julgamento e o governo cedeu discretamente, reduzindo o turno de trabalho de 12 para 10 horas. O final da greve deixou mais insatisfações que antes do seu começo.
Em Setembro de 1896, o PC adicionou sua marca de nacionalidade, tornando-se o Partido Comunista Iwakorae. Apesar de proibido de disputar as últimas eleições - acusado de ser um órgao estrangeiro - o PCI era bem maior que o Partido Nacional e o Partido Liberal, os partidos que participavam das eleições e dividiam o poder. O PCI sabia da sua força, as classes dominantes do país também.


No final do ano a situação se agravara. Os preços subiam, o desemprego aumentava  e a repressão piorava. Uma passeata de operários realizada no dia 11 de Novembro terminou barbaramente em mais assasinatos e prisões sumárias. Diante da insustentável situação, o PCI. Após um discurso para 30 mil pessoas em Santiago no sábado, 14 de Novembro, onde exigia a imediata renúncia de Luján e nova eleições, dessa vez com a participação do PCI. Não ficou por aí. Se na capital o governo mostrava algum controle militar, no interior a coisa ia ainda pior. Os comunistas, após mobilizações e disputas nas ruas, conseguiram retirar os intendentes de Navidad (16 de dezembro) e Santa Fe (4 de Janeiro). Sem força política, Lucas Luján via o país se dividir. Sob o comando político de Miguel Huachi e militar de Martín Sosa, o PCI conseguia vitórias no interior e planejava seu avanço por todo o país, quando veio o 9 de Janeiro.


A ação foi rápida e precisa. Luján não tinha o controle do governo muito menos das Forças Armadas, que se sublevaram em todas as províncias. Numa rápida ação Luján foi destituído e preso. O General Francisco Medina assumiu o governo e buscou estabilizar o país rapidamente. Navidad e Santa Fé resistiam como possível às investidas do exército e finalmente cederam. Santa Fé caiu primeiro, em 22 de Janeiro. Navidad, mais distante, ainda resistiu até o primeiro dia de Fevereiro. A derrota levou a uma fuga geral dos principais quadros do PCI para as Ilhas Chatham, localizada quilômetros a Leste. Santa Fé e Navidad pagaram pela subordinação e perderam o título de províncias, tornando-se territórios sob controle direto da capital nacional.

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A ditadura militar Editar

Antes de começar, vale a ressalva: apesar do nome consagrado de ditadura militar, os militares só subiram ao poder com o apoio das classes dominantes do país. Os grandes fazendeiros e os industriais desejavam um cenário mais tranquilo para os negócios. As Forças Armadas aceitaram a postura de marionetes e tomaram o poder.


Com o exército nas ruas, o General Francisco Medina assumiu a cadeira presidencial. Com prestígio entre a tropa, Medina mandou uma mensagem para a população: o momento era de calma, de trabalho duro e silencioso para recolocar o país. Apesar do discurso, a tônica seguiu sendo repressão aos trabalhadores no campo e na cidade e a piora das condições de vida. Desarticulado, o PCI pouco conseguia fazer e a oposição partidária se calava. Medina desejava uma transição curta e o retorno à democracia, o que agradava os líderes o Partidos Nacional e o Liberal, mas não agradava outros setores mais interessados na manutenção da estabilidade.


Aos 64 anos e após 3 de governo, Medina foi hospitalizado repentinamente e deixou a presidência. Em tempo recorde, o General Rodolfo Más se tornou presidente e Iwakorá afundaria numa ditadura ampla e irrestrita. Os direitos civis, já escassos, foram ainda mais reduzidos. A população resistiu: grupos armados iniciaram um processo de enfrentamento com assaltos a bancos e atentados terroristas a prédios do governo. Más baixou a lei marcial em Maio de 1902, lei que duraria até Maio de 1905. Durante a lei, muitas prisões foram realizadas e, sob tortura, a maioria dos subversivos entregava o mesmo nome “Brigada Operaria”, um suposto braço armado do PCI, afirmação negada pelo próprio PCI, no exílio.


Em 1912, Diego Gattini, neto de Jose Luis e filho de MIguel, presidentes do país, escreve “Una lejana República Democratica”, uma ficção que falava sobre um país fictício onde, ao invés de serem torturados em porões, as pessoas tinham direitos e eram livres O livro, censurado em Iwakorá, foi impresso na Nova Zelandia e distribuído pelo país. Diego foi intimado a depor sobre atos subversivos. Assinou seu depoimento no dia 24 de Julho. Desapareceu sem deixar vestígios e até hoje é considerado desaparecido


Rodolfo Más governaria por 14 anos seguidos, escapando de duas tentativas de homicídio e alguns atentados a bomba. Quando entregou o cargo, em 1915, tinha 79 anos e uma saúde debilitada devido a um derrame em Outubro. Porém, para passar naturalidade, esperou até o final do ano, mesmo não mais aparecendo publicamente. No dia 1º de Janeiro de 1916, quase sem conseguir se manter de pé, passou a faixa para o Coronel Julio Estévez.
O governo Estévez começou do mesmo jeito que a “Era Más”. Prisões arbitrárias, tortura, censura e perseguição a qualquer tipo de oposição, seja a guerrilha urbana ou alguma tentativa mais democrática. Nas suas declarações, o Coronel declarou várias vezes que não pretendia devolver o governo aos civis, que só estragaram o país. Lucas Luján, visto como fraco, foi solto em 1917, 20 anos após entrar na detenção. Saiu da prisão diretamente para o exílio na Espanha. A atitude enfraqueceu Estévez perante os militares, que desejavam pena perpétua para Lucas. O ex-presidente jamais retornaria a Iwakorá.


Se o período 1917 - 1920 foi conturbado, a segunda parte o governo Estévez parecia entrar na calmaria das águas do pacífico. A resistência interna praticamente desapareceu e Iwakorá era, na visão dos militares, um país pacificado, que desde 1909 vivia sob toque de recolher. Ficar na rua após as 21h podia render prisão por crime de vadiagem.
A Primeira Guerra Mundial passou longe de Iwakorá e Estévez, confiante, dizia estar preparando o seu sucessor para fazer o país seguir os passos corretos rumo ao Século XXI. A confiança não estava só na administração. No próprio país, o governo militar já era visto como algo permanente, eterno. Aquele arquipélago, tão longe do resto do mundo, parecia esquecido, parado no tempo. E a mudança veio justamente graças a ventos de fora

A Guerra Civil Iwakorae Editar

Quando os militares assumiram o poder, os principais dirigentes do PCI e muitos membros do partido fugiram para as Ilhas Chatham, então apenas pedaços de terra esquecidos pela Nova Zelândia. parecia ser o local ideal para agrupar e voltar ao país tomando o poder.


Quando uma população Maori chegou às ilhas, mandados ao exílio longe das suas terras, um acordo foi feito: apoio à revolução e garantia de terras. Só que o tempo foi passando e as coisas não evoluiam muito bem; era caro e difícil conseguir armamento para invadir o país. Assim, as Chatham deixaram de ser uma base e se tornaram um exílio para o partido que, desarticulado em Iwakorá, pouco podia fazer.


Exilados e presos, os membros do partido passaram anos de frustração; algumas tentativas de voltar ao país sob disfarces para reagrupar os sindicatos, para reforçar as brigadas camponesas. Nada escapava aos olhos dos militares. Quando, eu Abril de 1918, a Guerra Civil Russa ameaçava a União Soviética, o partido decidiu que mais valia lutar pelo socialismo internacionalmente que ficar exilado no fim do mundo. O PCI teve participação pequena porém valorizada pelo PCUS. A liderança militar de Martín Sosa foi admirada pelos soviéticos e Huachi foi considerado um líder nato. Em 1926, secretamente, Stalin despacha para a oceania soldados,armas e equipamentos. Era o momento do assalto ao poder.


Uma tropa no mínimo estranha, composta por russos, iwakoraes e maoris aportaram em Isla Navidad em Dezembro de 1926, tomando rapidamente o controle da cidade e de toda a Ilha, numa batalha que durou 13 dias. Por rádio, o exército revolucionário declarou guerra ao governo, convidou a população a parar o país e se juntar à luta. O avanço seguiu sem resposta do governo. Em 12 de Janeiro de 1927, Santa Fé estava sob controle revolucionário e a província de Jubkorá teve o mesmo destino no dia 21 de Fevereiro. A falta  capacidade do exército em defender o próprio território estava evidente; a satisfação da população em receber os revolucionários deixava claro que o Coronel não era admirado no país. As fáceis vitórias dos revolucionários seguiu até meados de Abril: com Santamaria e o sul de Beikorá tomados, a vitória final parecia questão de semanas, mas aí a guerra engrossou.



Se entre Dezembro de 1926 e Abril de 1927 os revolucionários conseguiram o controle de 4 das províncias do país, entre Maio e Fevereiro de 1928 pouca coisa aconteceu. Combates duros com pouco ou nenhum avanço dos dois lados tornaram o conflito estático. Enquanto o exército implementava o serviço obrigatório, aumentando a insatisfação da população, as províncias revolucionárias buscavam novos caminhos: todas as terras foram tomadas do seu antigos donos e distribuídas entre a população.


Na frente de batalha, o exército revolucionário decidiu pela guerrilha e por atentados para minar a resistência do governo. Sequestros de figuras importantes da política e economia do país e emboscadas mexeram com todo o país e enfraqueceram ainda mais a posição do governo. Dessa vez a oposição não era de gente comum que poderia ser calada: os militares precisavam explicar às família ricas do país porque seus parentes sumiam. Como a mesmas famílias eram donas dos jornais, a imprensa começou a falar mais um pouco sobre o que acontecia no país. O regime se ressentiu e notou a perigosa dificuldade de defender duas frentes.


Atacar o regime por dentro foi o ponto de mudança da guerra; o exército revolucionário conseguia vitórias importantes, somadas ao apoio cada vez maior da população e, como ganho tático, um número cada vez maior de deserções entre os soldados. Com escassez de armas, equipamentos e até comida, o exército se via em dificuldade e seguiu recuando, até restar apenas a capital, Santiago, para defender. Em Outubro de 1929 a capital está cercada. Em 17 de Dezembro, os revolucionários tomam o controle da zona portuária da cidade. Totalmente ilhada, Santiago não tinha muita opção. Evitando uma guerra urbana sangrenta, Martín Sosa opta por cercar e bloquear a cidade, deixando nas mãos do coronel Estévez o final da guerra. O coronel tenta resistir, mas a escassez de alimentos e a total incapacidade do exército em lutar abreviaram o final da guerra; o presidente foi forçado a se render. Em 19 de Fevereiro, dois meses após o cerco.

República Socialista Iwakorae Editar

O novo governo tinha enorme demandas e desejava resoluções rápidas. Poucos dia após subir à cadeira de presidente, Huachi determinou a transferência da capital, visando uma defesa interna que Santiago, muito exposta, não possuía. Os três anos de controle político das províncias do interior davam uma base de apoio ao governo, porém era necessário resolver a questão fundiária em Beikorá e Nurkorá. O governo não titubeou. Ordenou a imediata tomada dos grandes latifúndios, pertencentes às grandes famílias do país (os Valdés, os Somoza e os Castillo). As terras foram divididas entre o Estado e pequenos camponeses, acelerando o processo de coletivização da agricultura planejado pelo PCI. O segundo passo era tomar e repatriar o dinheiro dessas famílias. Com grande dificuldade na negociação, motivadas tanto pela Crise de 1929 como pelo desinteresse em negociar com um governo comunista. O dinheiro das famílias, em bancos espanhóis e ingleses, foi rapidamente resolvido entre os governos: ficou para a Espanha e Inglaterra em troca da dívida externa de Iwakorá com esses países. Se o dinheiro não ficou para a rápida construção do país, ao menos permitiu resolver débitos internacionais.


Em pouco menos de um ano no poder, Huachi se livrou de uma dívida que já sufocava o país e cumpriu a principal promessa revolucionária: terra para o povo.Iwakorá seguia para se livrar da fome e da carestia. A ajuda soviética, ainda que discreta, ajudava o país a crescer. O plano quinquenal de Stalin chegava a Iwakorá como ajuda com maquinário rural e urbano. Sem a oposição da grande imprensa, controlada pelas três grandes famílias, o país se reconstruía e crescia. A reestruturação do exército criava uma tropa fiel aos princípios da foice e do martelo.
Lucas Luján novamente solicitou a volta ao país, no que não foi atendido, seguindo seu exílio europeu. As famílias Valdés, Somoza e Castillo, sem terras, sem a imprensa e sem sua fortuna, foram mandadas embora do país e rumaram para a Espanha. O início dos ano 30 também ficou marcado por um grande fluxo migratório; o país precisava de mão de obra qualificada, especialmente na indústria. O mundo estava numa crise com muitos desempregados e Iwakorá abriu as portas. Vieram imigrantes, especialmente uruguaios e argentinos. Os maori, que tiveram suas terras garantidas, se estabilizaram e mais chegaram. As levas de argentinos e uruguaios seguiram-se de 1931 até o início dos anos 40, diminuindo no pós-guerra.


Durante o periodo revolucionário, Iwakorá retomou boas relações com a Espanha. A proclamação da república no país europeu teve boa aceitação nas ilhas e os países se esforçaram para “deixar no passado o passado”. Iwakorá iria receber exilados da guerra civil espanhol ao longo dos anos ‘30


Iwakorá teve discreta participação na segunda guerra mundial, apoiando os soviéticos mas pouca participação efetiva. Porém, a grande rusga viria depois do final do conflito; em 26 de Julho de 1946, Miguel Huachi foi assassinado, em circunstância até hoje não totalmente explicada. O homem que efetuou os disparos, um francês identificado como Henri Babineaux foi alvejado por um segurança do secretário-geral. Ferido mortalmente, Henri não pode ser interrogado e o atentado ficou sem explicação.

Acuerdo de Hermanos Editar

O assassinato de Huachi deixou em Iwakorá um vácuo de poder. Durante 16 anos, Huachi foi o líder incontestável do país, amado pela população e odiado pelos antigos donos do país, exilados longe de Iwakorá. Nos 16 anos de sua liderança, Iwakorá alcançou um padrão de vida nunca imaginado antes. A produção agrícola e industrial estava em níveis máximos na história. O desemprego chegava a quase zero, o analfabetismo também. Os conjuntos habitacionais solucionavam as demandas habitacionais de um país que experimentava um crescimento demográfico nunca visto antes. O DICI garantia a estabilidade do regime, vigiando de perto opositores e espiões. A morte de Huachi mudou tudo.


Com a Guerra fria começando, Iwakorá estava em difícil situação. Os vizinhos maiores pressionavam o país e a URSS, focada na sua reconstrução, não poderia garantir a manutenção do regime. Sob ameaças do ocidente, Iwakorá se encaminhava para outra guerra civil. O governo de transição, de Ernesto de los Santos, buscou administrar o vácuo de poder e manejar uma situação de quase guerra, com Iwakorá observada atentamente por países interessados.


O governo e a oposição sentaram e redigiram um acordo, entrando para a história como Acuerdo de Hermanos. O PCI ainda saiu com grande vantagem, mas teve que dar os aneis para não perder os dedos:
Assinado em 8 de Dezembro de 1946, o Acordo previa, entre outras coisas: a capital, ainda em construção, deveria mudar de nome e não poderia se chamar ‘Ciudad Stalin’. Beikorá Capital foi o nome acordado. A Capital seria finalmente inaugurada em 1948. Ernesto de los Santos seguiria no governo de transição até as eleições de 1950. O tempo seria para que o país voltasse a criar uma estrutura eleitoral. A cidade de La Unión foi rebatizada como Ciudad Huachi. O PCI deveria se afastar da política eleitoral por 70 anos. O país mudou de República Socialista Iwakorae para República Democrática Iwakorae


Consequências: O PCI, afastado da política, transformou-se no PSI, que usou-se da popularidade para se manter no poder de forma quase hegemônica durante das décadas seguintes. A nova capital, batizada de Beikorá Capital, teve todas as suas vias batizadas em homenagem a “grandes heróis internacionais do povo”. A descoberta de petróleo e o investimento vanguardista em fontes renováveis deu ao país a estabilidade para manter o estado social forte.

Repúlica Democrática Iwakorae Editar

Após o "Acuerdo de Hermanos", Iwakorá mudou de nome, deixando de ser uma República Socialista e se torna uma República Democrática


A Guerra Fria Editar

Apesar de se declarar “um estado não-alinhado em direção ao socialismo”, Iwakorá despertada dúvidas internacionalmente. Se apoiou a URSS e Cuba na crise dos mísseis alegando “a defesa da justa soberania de um país”, criticou duramente os soviéticos quando Khruschev iniciou o processo de revisionismo. Para o Ocidente, Iwakorá era um adversário útil, pois apesar de estar “do outro lado”, mantinha relações diplomáticas e até mesmo comerciais - como a parceria com os EUA para desenvolver energia solar no estado de Nevada. Da mesma forma eram vistos Romênia e Iugoslávia. No lado de dentro da cortina de ferro, Iwakorá era um país ambíguo. Avesso ao revisionismo e ao social-imperialismo que tomaram conta da URSS nos anos 50 em diante, a RDI se aproximou da Romênia de Ceausescu, da Albania de Enver Hoxha e, em menor escala, da Iugoslávia de Tito. A abertura dos papeis mostraram, nos anos 90, uma estreita relação com esses países.

Apesar da relação conturbada com a URSS, a situação melhorou discretamente durante a Era Brejnev; soviéticos e iwakoraes iniciaram processos de cooperação. A URSS ajudou Iwakorá a reformar o exército e retomar o projeto nuclear. Iwakorá, por sua vez, ajudou a Rússia com o desenvolvimento de energia sustentável, visando diminuir a influência do petróleo.


No âmbito interno, as eleições de 1950 colocaram Pedro Chávez, do PSI, no poder. A popularidade do partido era tanta que permitia vitória esmagadoras, permitindo ao partido praticamente escantear a oposição. Desde o início da democracia eleitoral, somente por um período o PSI perdeu: Entre 61 e 70, Hugo Marecos governou e saiu com muita moral. Mas não fez um sucessor evidente e isso atrapalhou o partido. Carlos Nuñez, do Partido Libre, levou o pleito. O governo foi um fracasso: crise do petróleo, crescimento do tráfico de drogas e minoria absoluta na câmara. Nuñez renunciou de facto em 1974 e passou seu último ano apenas de forma cerimonial. Marecos voltou e o PSI seguiu seu domínio.

Pós Guerra Fria Editar

A queda do muro de Berlim  o final da URSS não causaram grandes abalos em Iwakorá. O PCI, mentor eterno dos governos do PSI, já havia criticado a perestroika e glasnost de Gorbachev e se afastado da URSS.


O fim do socialismo real manteve o PSI no poder e os governos voltados à conquistas sociais. Sem os aliados do leste, coube a Iwakorá uma aproximação com o ocidente, que não se mostrou tão traumática. O último governo Marecos, entre 2006 e 2016, se mostrou uma contradição com sua história. Marecos abriu o país às empresas estrangeiras, alegando uma necessidade de globalização, proposta rechaçada pela maioria da população, que elegeu Hernán Aguilar para retomar as políticas nacionalistas.

Imigração Editar

Consultar o artigo Imigração em Iwakorá

GeografiaEditar

Consultar o artigo Geografia Iwakorae


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